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Aumento do preço dos combustíveis e corte de gastos do governo

por Pietra Soares última modificação 24/07/2017 13:23

  Na quinta-feira, dia 20/07, o Governo Federal anunciou um corte de R$ 5,9 bilhões de reais no orçamento de 2017, medida que irá afetar principalmente os serviços públicos e também comunicou aumento da tributação dos combustíveis, quando será elevada as alíquotas do PIS e da COFINS deste produto. O aumento começou a valer ontem, dia 21/07, e passará a custar aos motoristas cerca de R$ 0,89 centavos para cada litro de gasolina e R$ 0,46 centavos para cada litro de diesel. De acordo com o jornal "Folha de São Paulo" a gasolina terá uma alta de 11,7% por litro. Para o site da "uol" com a medida do governo o preço da gasolina poderá ter a maior alta em 13 anos. Como os combustíveis são essenciais no transportes dos produtos consumidos pela população com certeza teremos também aumento de preços,  tornando mais dificil o acesso às nossas necessidades básicas, como alimentação e remédios. O site de economia da "oul" divulgou que o presidente Temer afirmou que a população brasileira irá compreender o aumento do preço dos combustíveis. Já o Ministro da Fazenda, Henrique Meireles, segundo o site "G1", disse que o corte de gastos foi necessário por que houve uma queda da arrecadação e assim o governo precisa economizar para manter sua meta fiscal. Interessante as argumentações do governo, contudo no dia 16/07, o jornal "O Globo" noticiou que o presidente Temer distribuiu R$ 15,3 bilhões de reais em emendas e programas nas últimas duas semanas, justamente no periodo em que se discutia o parecer pedindo abertura de processo contra Temer pelo crime de corrupção passiva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O site "Gazetaonline" informou que a ONG "Contas Abertas" apurou que só nos seis primeiros dias de julho Temer liberou aproximadamente R$ 94 milhões de reais em emendas parlamentares, mais do que em qualquer um dos 5 primeiros meses deste ano. A ONG ainda revela que dos 40 deputados que votaram a favor de Temer na CCJ, quando parecer contra o presidente foi rejeitado, 36 tiveram suas emendas liberadas neste periodo. Bom! O governo federal libera recursos por um lado e depois aumenta impostos e fala em economia de gastos por outro. É interessante que todos nós afetados por esse processo façamos a reflexão deste contraditório comportamento do governo Temer que a rigor repete práticas de gestões na politica brasileira. Quando é conveniente para o governo libera gastos, quando não é corta recursos e de quebra aumenta impostos. Como dizia a Federação de Industria de São Paulo - FIESP nas campanhas contra o aumento de imposto no governo Dilma: "Você vai pagar o pato!"

Artigo do  Professor Miguel Caripuna

 
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