ENCONTROS ESPECIAS
Visitar dom Hélder em sua casa, na Igreja das Fronteiras, fez parte do roteiro de muita gente famosa. Por lá passaram políticos, ministros, governantes e até personalidades internacionais identificadas com seu trabalho em defesa dos direitos humanos. Quando estiveram no Recife, não deixaram de ir cumprimentá-lo os vencedores do Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel, argentino, e Desmond Tutu, da África do Sul.
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Dom Helder e Perez Esquivel – Nobel da Paz de 1980 – visitam uma comunidade pobre do Recife |
Primeiro Nobel da Paz a visitar o Recife, o arquiteto e católico fervoroso Perez Esquivel esteve com dom Hélder em fevereiro de 1981. Em 1980 havia conquistado o prêmio por defender os direitos humanos em seu país, presidindo o Serviço de Paz e Justiça. Esquivel apontou dom Hélder como um de seus grandes inspiradores (mantinha freqüentes contatos com o arcebispo e uma foto dele na parede de seu escritório). |
À imprensa, o argentino disse que dom Hélder era um candidato permanente ao Nobel da Paz "e muito mais merecedor do que eu, um simples discípulo dele".
Dom Hélder, que havia completado 72 anos na véspera da chegada de Esquivel, considerou uma delicadeza do Pai a presença do irmão querido da não-violência.
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O bispo anglicano Desmond Tutu, Nobel da Paz de 1984, passou pela casa de dom Hélder no dia 18 de maio de 1987 com a esposa, Leh. O bispo veio ao Brasil pedir apoio para acabar com o racismo na África do Sul, que ficou conhecido como Apartheid. Desmond Tutu justificou a visita a dom Hélder dizendo que ele era inspiração para os sul-africanos "na luta em direção à reconciliação em nosso país". Sobre a visita do Nobel da Paz, o arcebispo disse que ficava a mensagem de que "todos nós precisamos vencer os preconceitos que o próprio homem cria", citando o racismo como um deles. Dom Helder era um cidadão do mundo. Seus encontros compreendiam muitos interesses, da política à arte. |
Recebendo o bispo anglicano Desmond Tutu, da África do Sul, Nobel da Paz de 1984 |
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Recebendo na casinha da Rua das Fronteiras o então governador Tancredo Neves, quando já se começa a tecer o movimento pela redemocratização do Brasil. |
Recebendo um amigo, o presidente socialista de Portugal, Mário Soares |
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Conversa alegremente com o coreógrafo Maurice Bejar, que compôs um balé para a Sinfonia de Dois Mundos |

