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Eixos do Centro

por admin última modificação 02/02/2017 16:01

CENTRO NACIONAL DE FÉ E POLÍTICA “DOM HELDER CAMARA”1

 

José Ernanne Pinheiro[1] e Antônio Geraldo de Aguiar[2]

 

Introdução

O Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Camara” (CEFEP) responde a um sonho já sonhado por muita gente, há algumas décadas. A CNBB ao entregar a presidência do Centro à Comissão para o Laicato da CNBB quis expressar a importância da formação de cristãos leigos para o agir “político”. Sua ação na construção de uma sociedade justa pode se concretizar seja em sua dimensão mais ampla via movimentos sociais, pastorais sociais e outras entidades da sociedade civil, seja através do engajamento nos partidos políticos, assumindo até mesmo cargos eletivos. Isto porque queremos resgatar a dignidade da Política. 

 

[1] Este artigo inicialmente foi publicado no livro Curso de Verão XXIII Política e comunidades humanas por uma prática popular e transformadora, organizado por Pe. José Oscar Beozzo e Cecília Bernadete Franco, publicado pelo CESEP/Paulus, em 2009.

2 José Ernanne Pinheiro, presbítero da diocese de Limoeiro do Norte-Ce, foi diretor do ITER (Instituto Teológico do Recife), vigário geral de Dom Helder Camara na Arquidiocese de Olinda e Recife, secretário executivo do Centro Cultural Missionário da CNBB em Brasília. É atualmente Secretário Executivo do CEFEP.

 

2 Antônio Geraldo de Aguiar, leigo, casado, pai de três filhas, doutor em educação pela UNICAMP, foi professor e diretor da UNESP de Marília,  presidente do Conselho Diocesano de Pastoral da Diocese de Lins, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Atualmente, é Assessor Nacional da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB.

 

Contexto histórico

O Centro Nacional Fé e Política “Dom Helder Camara” tem suas raízes nas pegadas de uma Igreja que vem procurando preparar seus quadros para a vivência cristã na dinâmica da sociedade brasileira. A busca da relação Fé e Política não é nova na Igreja do Brasil. Há experiências bem-sucedidas na história da nossa Igreja.

Exemplo significativo foi o Centro Dom Vital, que teve alcance nacional. Além de espaço de formação, foi um lugar de nucleação de lideranças cristãs, de diálogo e de alimento da mística cristã.

O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (IBRADES) realizou, por muitos anos, cursos de formação política para os cristãos em âmbito nacional e regional.

A Ação Católica Especializada, com sua metodologia a partir da ação, conseguiu formar em nosso país militantes políticos cristãos nos vários meios sociais.

As Comissões de Justiça e Paz têm levado muitos cristãos a unificar a fé e o compromisso político. Outros organismos eclesiais alcançaram o mesmo intento. Não podemos esquecer a importância das pastorais da juventude no decorrer das últimas décadas. Alguns Movimentos eclesiais estão buscando na mesma linha.

 A Campanha da Fraternidade, de 1996, sobre a Fraternidade e a Política, despertou para novas experiências no engajamento político dos cristãos, sobretudo com a criação de Escolas de Fé e Política, Centros de Direitos Humanos, cursos sobre o Ensino Social da Igreja, Movimentos específicos para a formação política dos cristãos, envolvendo, sobretudo as pastorais sociais da Igreja e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) tem procurado articular muitas dessas novas expressões eclesiais, na relação fé e política, no intuito de tornar a Igreja mais presente no mundo.

O Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Camara” é um serviço que a Igreja quer oferecer de modo especial aos nossos cristãos leigos e leigas – como preparação para atuar no mundo da política, como cristãos.

 

Objetivos:

·         Fomentar em nosso país um pensamento social cristão à luz do Ensino social da Igreja e dos valores evangélicos.

·         Contribuir com a formação de lideranças inseridas na política, no Brasil, em suas diferentes formas e níveis, a partir de uma reflexão bíblica e teológica, das ciências sociais e da filosofia.

 

Ideário

Trata-se de uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sob a responsabilidade do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), entregue à gestão das Comissões episcopais para o Laicato, para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, sob a coordenação da Comissão Episcopal para o Laicato.

A dimensão política, como busca do bem comum, provém do mais íntimo da fé cristã: ”o senhorio de Cristo que se estende a toda a vida”.

 Daí porque refletiam os Bispos da América Latina, em Puebla, 1979: “A Igreja sente como seu dever e direito estar presente neste campo da realidade: porque o cristianismo deve evangelizar a totalidade da existência humana, inclusive a dimensão política. Por isso critica aqueles que tendem a reduzir o espaço da fé à vida pessoal ou familiar, excluindo a ordem profissional, econômica, social e política, como se o pecado, o amor, a oração e o perdão não tivessem importância aí” (n.515).

Afinal, a política existe para o bem comum da sociedade como um todo. No seu sentido mais preciso, a Política define-se como a ciência e a arte de governar a “Polis” (cidade). Todos os cidadãos são, então, corresponsáveis pela sua concretização.

Na democracia representativa, os políticos recebem do povo o poder de governar para o bem do povo. Cada vez mais a democracia direta também toma corpo em nosso país. Oxalá sejam aspectos complementares para um serviço mais eficaz à população! A democracia está sempre em processo de consolidação, com novas questões que interpelam seu aperfeiçoamento para o cumprimento de sua nobre missão.

Os Bispos do Brasil, em 1989, em documento emanado da Assembléia Geral, chamado “Exigências éticas da ordem democrática”, ao avaliar os resultados da nossa Carta Magna, recentemente promulgada, traziam à tona um problema bem nosso para a ordem democrática: “A existência de milhões de empobrecidos é a negação radical da ordem democrática. A situação em que vivem os pobres é critério para medir a bondade, a justiça, a moralidade, enfim, a efetivação da ordem democrática. Os pobres são os juízes da vida democrática de uma nação” (n.72).

No mundo de uma globalização excludente, em que vivemos, são os pobres as maiores vítimas e sua interpelação vai além de nossas fronteiras. Não por acaso João Paulo II, na encíclica “a solicitude social da Igreja pelo desenvolvimento do homem e da sociedade” (Sollicitudo Rei Socialis), em 1987, coloca este problema no núcleo da Doutrina Social da Igreja:

 “A doutrina social da Igreja hoje, mais do que no passado, tem o dever de se abrir para uma perspectiva internacional na linha do Concílio Vaticano II, das encíclicas mais recentes e, em particular, daquela que estamos comemorando (a Populorum Progressio). Não será supérfluo, portanto, reexaminar e aprofundar, sob esta luz, os temas e as orientações características que foram repetidamente ventilados pelo Magistério nestes últimos anos. Desejo aqui recordar, fala ainda o Papa, um deles: a opção ou o amor preferencial pelos pobres. Trata-se de uma opção, ou de uma forma especial de primado na prática da caridade cristã, testemunhada por toda a Tradição da Igreja. Ela concerne à vida de cada cristão, enquanto deve ser imitação da vida de Cristo; mas aplica-se igualmente às nossas responsabilidades sociais e, por isso, ao nosso viver e às decisões que temos de tomar, coerentemente, acerca da propriedade e do uso dos bens” (CV 42).

À luz do Ensino Social da Igreja queremos que nosso Centro de Fé e Política possa fomentar um pensamento social cristão em nosso querido Brasil.

O compromisso da Igreja Católica no Brasil com a transformação constante da sociedade já faz parte da história do nosso país desde os seus primórdios.

Atualmente, este compromisso é parte integrante inclusive do Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

 Nosso Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Camara” se propõe formar pessoas capazes de colaborar com os critérios éticos para a consolidação e o aperfeiçoamento da nossa democracia.

 O Concílio Vaticano II já nos dizia no seu documento Gaudium et Spes: “A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se empenham no bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, ao serviço das pessoas” (GS 75).

O Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Christifideles Laici, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no Mundo, em 1987, comentando esta palavra do Vaticano II, nos lembra: ”Uma política em favor da pessoa e da sociedade tem o seu critério de base na busca do bem comum, como bem de todos os homens e do homem todo, bem oferecido e garantido para ser livre e responsavelmente aceito pelas pessoas, tanto individualmente como em grupo...”(CL 42).

E complementa: “...Uma política em favor da pessoa e da sociedade encontra a sua linha constante de ação na defesa e na promoção da justiça, entendida como ‘virtude’ para a qual todos devem ser educados e como ‘força’ moral que apóia o empenho em favorecer os direitos e os deveres de todos e de cada um  na base da dignidade pessoal do ser humano”. No exercício do poder político, é fundamental o espírito de serviço, único capaz de, ao lado da necessária competência e eficiência, tornar “transparente” ou “limpa” a atividade dos políticos, como aliás o povo justamente exige.  Isto supõe, continua o Papa, a luta aberta e decidida de superação de certas tentações, tais como, o recurso à deslealdade e à mentira, o desperdício do dinheiro público em vantagem de uns poucos e com mira de clientela, o uso de meios equívocos ou ilícitos para, a todo custo, conquistar, conservar e aumentar o poder” (ainda n. 42).

A política é valorizada pela Igreja como uma forma sublime do exercício da caridade. Por isto, pedimos a Deus que o nosso Centro Nacional de Fé e Política consiga realmente cumprir sua nobre missão, preparando os nossos cristãos – leigos e leigas – para o exercício da política como “forma sublime de caridade”.

A homenagem que o Centro Nacional presta a Dom Helder Camara o integrando no seu nome é bem merecida. Expressa o significado profético de sua atuação na Igreja no Brasil, inclusive como um dos fundadores da CNBB, o que o Papa João Paulo II resumiu na feliz frase: “irmão dos pobres e meu irmão”.

Supliquemos a Deus que ilumine os caminhos do nosso Centro Nacional de Fé e Política e rezemos com o Papa Pio XII a oração pelos parlamentares e políticos cristãos, estendendo-a a todos e todas que receberem o serviço prestado pelo Centro Nacional que agora entronizamos..“[...] Não nos apartemos, Senhor, daquela reta imparcialidade que nos permita seguir o caminho do bem comum, guiados pela lealdade ao nosso povo, pela fé nos princípios que, publicamente, professamos e pela nobreza de espírito que nos liberta da corrupção ou do interesse mesquinho.

Nossas deliberações sejam pautadas pela seriedade, inspirada pelo anseio da verdade. Nossas resoluções, igualmente, sejam orientadas conforme os vossos preceitos, mesmo ao preço de renúncia e sofrimento, não obstante a humildade de nossa pequenez. Procuremos imitar a retidão e santidade com que vós, Senhor, governais e dirigis todas as criaturas.

Atendei, Senhor, nossa oração, para que jamais falte luz à nossa mente, energia à nossa vontade e calor de caridade aos nossos corações, transbordantes de amor.Longe de nós toda e qualquer ambição humana e todo anelo injusto de lucro. Infundi-nos o sentimento vivo, atual e profundo do que seja uma ordem social saudável e modelada pela justiça e equidade.

Um dia, Senhor, juntamente com os que nos foram confiados, dai-nos o galardão supremo de gozar de vossa presença beatífica por toda a eternidade. Amém”.

Os eixos do Centro:

·         Curso Nacional de Formação Política para os cristãos leigos e leigas. Apresentaremos detalhadamente em seguida.

·         Rede de assessores: reúne pessoas que vêm refletindo e pesquisando sobre Fé, Cidadania e Política. Essas pessoas são organizadas nas seguintes áreas temáticas: Ciências Sociais - Política; Filosofia e Ética; Teologia e Pastoral; Educação. A rede de assessores realiza pelo menos um seminário por ano. Seus membros colaboram no Curso Nacional; em assessorias às Escolas locais, se responsabilizam pelas publicações do Centro e socializam seus artigos através do site do CEFEP.

·         Articulação das Escolas locais de Formação Política: o Centro quer ser um espaço de articulação, de intercâmbio de subsídios, de partilha de experiências.  Para esse serviço acontece uma vez por ano um seminário das escolas locais e regionais. Encontramos em nosso país cursos de fé e política com longa história de existência e contribuição. Existem cursos paroquiais, diocesanos, interdiocesanos e regionais. Em âmbito nacional, existem outros centros, institutos e organismos que oferecem cursos de  formação política em diferentes modalidades.

Curso Nacional de Fé e Política

           Vejamos de maneira mais detalhada o curso oferecido pelo CEFEP, em parceria com a PUC – RIO, através da Coordenação Central do Ensino a Distância – CCEAD. Explicitaremos os elementos essenciais do curso a partir do documento Proposta de Curso de Formação Política para Cristãos Leigos (as) na Modalidade Presencial e a Distância (CEFEP/PUC – RIO/CECEAD).

 

1. Algumas diretrizes metodológicas para o curso, a saber:

·         A formação política desenvolvida no CEFEP deve ser plural, a partir do compromisso com os excluídos;

·         O processo de formação deve ser global e permanente, com múltiplas dimensões relacionadas entre si. A formação deve ser, ao mesmo tempo, humana, moral, espiritual e intelectual;

·         O participante deve ser sujeito do processo de formação e da construção do saber em todos os níveis. Nesse sentido o CEFEP privilegiará a construção coletiva;

·         A busca constante de articulação com as diferentes ciências e saberes com a prática dos participantes;

·         O desenvolvimento do curso, partindo da prática dos cursistas, buscará contribuir na construção de uma espiritualidade política;

·         Pautar-se por uma pedagogia libertadora;

·         O desenvolvimento dessa metodologia se dará através da utilização de um conjunto de técnicas e instrumentos vivenciados na educação popular, nas Comunidades Eclesiais de Base - CEBs, nos movimentos e pastorais, ao mesmo tempo a utilização dos recursos da área de informática;

           2. Objetivos

O curso a ser desenvolvido em nível de Especialização e de extensão universitária tem por objetivo formar cristãos leigos (as) para a missão política, favorecendo-lhes a aquisição de competência e habilitação para agir como cristãos no complexo campo da Política, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, à luz do Ensino Social da Igreja e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Os objetivos específicos são descritos como:

·         Contribuir com a formação de lideranças cristãs para as funções públicas, eletivas ou não, no campo da Política e das organizações comunitárias;

·         Aprimorar a prática política dos cristãos no exercício da cidadania e do bem comum;

·         Investir na formação do sujeito evangelizador para torná-lo apto a influenciar na construção de uma nova cultura política;

·         Utilizar criticamente recursos de pesquisa próprios da Web para ampliar conhecimento de mundo.

3. Blocos -  O curso está proposto em quatro blocos temáticos, conforme figura a seguir:

 







 

 


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Figura 01: Blocos temáticos do curso

4. Disciplinas:

 

Bloco I - Primeira Etapa Presencial - 15 dias (90 horas)

·       Leitura da Relação Fé e Política na Bíblia e nos Padres da Igreja Primitiva;

·       Ensino Social da Igreja: princípios básicos;

·       História da Política e da Economia com seus conceitos básicos e as grandes etapas do capitalismo;

·       História da formação social, econômica, política e cultural do Brasil:

·       Comunicação e Política;

·       A Legislação Eleitoral do Brasil;

·       Projetos para o Brasil: Os Projetos dos partidos políticos e dos movimentos sociais;

·       Noções de Bioética e sua atualização;

·       Metodologia para uma análise de conjuntura;

·       Metodologia do trabalho científico.

 

Bloco II - Educação a distância" (180 horas) (em parceria com a PUC- Rio de Janeiro)

Aprofundamento dos temas trabalhados na primeira etapa e preparação para a segunda etapa com orientação de leituras:

·       Ética, Fé/Espiritualidade e Política;

·       História das Instituições Políticas no Brasil;

·      História da Formação Social, Econômica, Política e Cultural do Brasil e            da América Latina;

·       A Constituição de 1988 e os Direitos Humanos;

·       Bioética: implicações éticas, teológicas e políticas;

·       Ensino Social da Igreja (as encíclicas sociais).

 

           Bloco III – Encontros Regionais: Seminários de Avaliação

·         Monografia (Orientações metodológicas e acompanhamento)

·         Avaliação do processo

 

Bloco IV - Segunda Etapa Presencial: 15 dias (90 horas)

·      Cidadania e direitos humanos, nos últimos 50 anos, e a contribuição da Igreja neste processo;

·       Alternativas e protagonistas -  experiências educativas:

o   Orçamento participativo e controle social;

o   Conselhos Municipais de Direitos ou paritários;

o   O trabalho e a economia solidária;

o   Agroecologia e a economia sustentável;

o   Agricultura familiar;

o   Cultura de paz contra a Violência.

·       Leitura da relação Fé e Política: no Vaticano II, nos documentos da       Igreja na América Latina e no Brasil;

·       Relatos e análise de experiências de Escolas locais de Fé e Política.

 

Integra o curso a elaboração de uma Monografia, com orientação específica.

 

Atividades complementares:

Visitas programadas ao Congresso Nacional, ao Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), ao Departamento Intersindical Parlamentar (DIAP) e outras entidades.

 

5. Destinatários

 

           Lideranças das nossas comunidades, movimentos e organismos eclesiais, pastorais sociais; membros dos CNLB - Conselhos de Leigos, pessoas que assumem responsabilidades em organizações e movimentos sociais; pessoas que já assumem ou pretendem assumir cargos em instâncias partidárias.

 

6.   Critérios de Participação:

·      Identidade cristã e participação;

·      Compromisso de participar das etapas previstas pelo curso e de realizar os trabalhos solicitados;

·      Conclusão do ensino médio (exceções serão analisadas);\

·      Militância política: sindical, popular, partidária, conselhos municipais e outras áreas;

·      Carta de apresentação da entidade que envia;

·      Conhecimento de internet para o curso a distância.

 

7.   Outros elementos:

·      As etapas presenciais são sempre em janeiro.

·      O local das etapas presenciais: Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília.

·      Vagas: 50 participantes.

·      Certificados: de especialização ou extensão universitária pela PUC – Rio.

·      Duração: um ano e meio. Ao final do curso há um encontro para apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso.

 

 

 

 

Cinco turmas do Curso Nacional:

 

Estamos na quinta turma 2013-2014. Desde 2006 até hoje tivemos a inscrição de 249 alunos e alunas. Apresentamos em seguida alguns dados referentes aos participantes das cinco turmas: Turma 1 – 2006 a 2007; Turma 2 – 2008 – 2009; Turma 3 – 2010 – 2011 e Turma 4 – 2012 – 2013 – 2014-2015.

 

1. Inscritos distribuídos pelos estados brasileiros.

Neste item apresentamos, no quadro 1, o número de inscrições por estado e Distrito Federal, percebendo assim a origem dos alunos e alunas. Essa diversidade tem possibilitado uma rica partilha de experiência fazendo com que cada turma seja original.

 

                                 Quadro 1 – Inscritos por estado e Distrito Federal

Estados – Distrito Federal

Turma 1  2006-2007

Turma 2  2008-2009

Turma 3 2010-2011

Turma 4 2012-2013

Turma 5

2014-2015

Total

Acre

 

01

 

 

 

01

Alagoas

02

02

02

01

 

07

Amapá

 

 

 

01

01

02

Amazonas

 

 

05

01

02

08

Bahia

 

03

02

05

02

12

Ceará

 

 

01

03

 

04

Distrito Federal

10

01

01

01

02

15

Espírito Santo

03

02

01

01

 

07

Goiás

02

 

02

02

 

06

Maranhão

 

 

04

03

01

08

Mato Grosso

 

02

05

01

01

09

Mato Grosso do Sul

 

 

02

 

 

02

Minas Gerais

15

09

05

06

03

38

Pará

03

02

01

 

04

10

Paraíba

01

04

03

02

05

15

Paraná

01

 

03

04

06

14

Pernambuco

03

03

03

04

04

17

Piauí

 

01

01

 

 

02

Rio de Janeiro

01

01

02

 

 

04

Rio Grande do Norte

03

01

03

02

02

11

Rio Grande do Sul

 

 

01

 

 

01

Rondônia

01

03

02

01

02

09

Roraima

 

01

 

 

 

01

Santa Catarina

01

 

 

02

 

03

Sergipe

 

 

 

 

03

03

São Paulo

08

12

07

06

06

39

Tocantins

 

 

 

 

01

01

Total

54

48

56

46

45

249

Fonte: Secretaria do CEFEP

Explicitaremos alguns aspectos do quadro 1.  Os inscritos vieram dos 26 estados brasileiros e do distrito federal.  Nesses dez anos a distribuição foi de 14, 16, 21, 18 e 16 unidades da federação respectivamente na primeira, segunda, terceira, quarta e quinta turmas.

Constatamos que seis estados e o Distrito Federal enviaram alunos e alunas para as cinco turmas. São os seguintes: estados do Nordeste: Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte; do Sudeste: Minas Gerais e São Paulo e do Norte: Rondônia. Esse bloco enviou 144 alunos, correspondendo a 57,9% dos participantes das cinco turmas. Dos outros 20 estados vieram 105 dos inscritos, 42,1%. Seis estados estiveram presentes em quatro das cinco edições do curso: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Paraná com 59 alunos, com 26,6% dos participantes. Alguns fatores podem explicar essa constância. Os estados Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte compõem o Regional Nordeste 2 da CNBB. Em 2004, após um processo de reflexão e discernimento, o Regional através do Setor das Pastorais Sociais criou a Escola de Fé e Política “Pe. Humberto Plumen”. Nesse ano iniciou a primeira turma. Um curso com duas etapas envolvendo os quatro estados, de maneira itinerante para os alunos e para os assessores. Hoje a proposta é que cada diocese tenha sua escola diocesana e que assuma a primeira etapa e a segunda etapa ficando com a escola regional. Hoje mais de 10 dioceses já possuem suas escolas.  O surgimento dessa escola se deu ao mesmo tempo em que aconteceu a criação do CEFEP. Os dirigentes da Escola Regional “Humberto Plumen” participaram e contribuíram na elaboração do Centro Nacional. Em função desse entrosamento a Escola Regional definiu como uma terceira etapa a participação de ex-alunos no Curso Nacional.

Nos estados do Sudeste podemos salientar no caso do Espírito Santo a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz, a Escola Diocesana de Colatina e Movimento Nacional de Fé e Política como atores no envio de participantes. Em Minas Gerais a escola diocesana Montes Claros entre outras; o Núcleo de Estudos Sociopolíticos – NESP, o CNLB Regional Leste 2 e mandatos de parlamentares participantes do CEFEP foram responsáveis pela presença dos mineiros no Curso Nacional. Verificando os inscritos do estado de São Paulo encontramos alguns motivadores da presença dos alunos: Dioceses; os Conselhos de Leigos do Regional e de diocesanos e a escola de Política e Cidadania de São José dos Campos. Essa que teve início em 2002 tem enviado dois ex-alunos em cada turma do CEFEP.

A presença de Rondônia, em todas as turmas, se dá pela Escola Diocesana de Fé e Política de Ji-Paraná. Essa escola está chegando aos seus 25 anos de existência. Em consequência do trabalho desenvolvido pela escola e respondendo a uma demanda dos ex-alunos criou-se a Escola de Políticas Públicas e escolas locais com a do município de Jaru.

O Distrito Federal contou com um maior número de participantes na primeira turma da Escola Nacional, estimulados pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz. A presença nas turmas seguintes foi de um número menor de inscritos. Esses vieram dos movimentos sociais.

 

Apresentamos em seguida a distribuição dos alunos pelas macrorregiões

 

                    Tabela 1 – Distribuição dos inscritos por macrorregião

            Macrorregião

Alunos/Alunas

 F%

Norte

        32

 12,9

Nordeste

        79

 31,7

Sudeste

        88

 35,3

Sul

        18

   7,2

Centro-Oeste

        32

 12,9

Total

      249

100%

                    Fonte: Secretaria do CEFEP

     Gráfico 1 – Distribuição dos inscritos por macrorregião

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Percebemos que 67,0% dos alunos vieram das Regiões Nordeste e Sudeste, de 9 e 4 estados respectivamente. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sul enviaram 33,0% dos inscritos.

 

2. Distribuição dos inscritos por Arquidioceses e Dioceses e outras Igrejas Cristãs

 

Os alunos matriculados nas cinco turmas são provenientes de 107 Arquidioceses e Dioceses da Igreja Católica e de outras 04 Igrejas Cristãs. Os dados estão explicitados na tabela a seguir referem-se à Igreja Católica:

 

                          Tabela 2 – Inscritos por Arquidioceses e Dioceses

 

Regionais

Número de Arqui/Dioceses

F%

Norte 1

06

 5,3

Norte 2

06

 5,3

Norte 3

01

 0,9

Nordeste 1

03

 2,6

Nordeste 2

20

17,8

Nordeste 3

07

 6,2

Nordeste 4

02

 1,8

Nordeste 5

05

 4,4

Leste 1

04

 3,4

Leste 2

17

15,1

Sul 1

19

16,9

Sul 2

05

 4,4

Sul 3

01

 0,9

Sul 4

02

 1,7

Centro-Oeste

06

 5,3

Oeste 1

01

 0,9

Oeste 2

05

 4,4

Noroeste

03

 2,6

Total

112

100%

Fonte: Secretaria do CEFEP

 

Constatamos que o maior número das dioceses é do Nordeste (37) e Sudeste (40). Os 50 (cinquenta) alunos e alunas do Regional Nordeste 2 presentes nas cinco turmas são originários de 20 das 21 (vinte e uma)  Arquidioceses e Dioceses do referido Regional. Esse fato se deve ao trabalho a Escola Regional “PE. Humberto Plumen” e das escolas diocesanas. Analisando os dados da distribuição das dioceses em cada turma encontramos o seguinte: as Arquidiocese e Dioceses que tiveram participantes nas cinco edições do curso: Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Brasília (DF), Ji-Paraná (RO) e São José dos Campos (SP).

 As outras Igrejas que se fizeram presentes: Diocese Anglicana Tradicional São João Crisóstomo – MS (1), Igreja Luterana São Jose dos Campos – SP (1), Igreja Batista Coqueiral, Recife - PE (4) e Igreja do Evangelho Quadrangular – Brasília – DF (1). Os membros das Igrejas Luterana e Batista fizeram cursos nas Escolas de São José dos Campos e do Regional Nordeste 2 respectivamente. A presença dessa representação repercutiu positivamente no desenvolvimento dos trabalhos e na abertura ao ecumenismo. A Igreja Batista criou a Escola de Fé e Política Pr. Martin Luther King Jr. A presença de alunos dessas Igrejas no Curso Nacional aconteceu pelo fato deles terem sido indicados por escolas locais/regionais ou pelas Igrejas.

 

3. Escolaridade.

A exigência mínima de escolaridade é o ensino médio. Nesse grau de ensino temos 31 participantes, correspondendo a 12,4%.  Encontramos 44 inscritos, 17,7% com ensino superior incompleto. Dos 249 inscritos possuem o curso superior 174, que corresponde a 69,9%. Abaixo um quadro com a escolaridade por turma:

 

Quadro 2 – Escolaridade por turma:

Escolaridade

Turma 1

2008-2007

Turma 2 2008-2009

Turma 3 2010-2011

Turma 4

2012 - 2012

Turma 2014-2015

Total

Ensino Médio

6

3

10

4

8

31

Superior Incompleto

14

14

08

4

4

44

Superior

34

31

38

38

33

174

Total

54

48

56

46

45

249

         Fonte: Secretaria do CEFEP

 

 

  4. Sexo

            A participação masculina ainda é maior do que das mulheres. A partir da terceira turma o número de mulheres cresceu. Nessa turma tivemos uma situação de paridade com 50% de homens e de mulheres.  Embora com número diferente por turmas verifica-se uma mudança de 29,7% de mulheres da primeira turma para 47,9% da quinta turma. Os homens correspondem a 58,3% e as mulheres a 41,7%. Abaixo um quadro com os dados.

Quadro 3 – Distribuição por sexo dos participantes do curso

     Turmas

 

Sexo

Turma 1         2006-2007

Turma 2        2008-2009

Turma 3        2010-2011

Turma 4        2012-2013

Turma 2014 - 2015

Total

 

F%

 

F%

 

F%

 

F%

 

F%

 

F%

Feminino

16                

29,7

17               

35,4

28

50,0

22

47,9

21

46,6

104

41,7

Masculino

38                

70,3

31               

64,6

28

50,0

24

52,1

24

53,3

145            

58,3

Total

54              

100

48              

100

56               

100

46               

100

45

100

249           

100

Fonte: Secretaria

 

5. Engajamento dos inscritos.

Apresentaremos em seguida algumas informações sobre o engajamento dos alunos e alunas das quatro turmas. Dividimos em alguns tópicos para melhor detalhar esse engajamento. Na prática eles se interpenetram na vida de cada pessoa.

 

5.1 – Participação na vida eclesial e na pastoral

Atuação nas Pastorais Sociais (indicaram simplesmente dessa forma e outras especificaram: Pastoral da Criança, Menor, Carcerária, Idoso, Sobriedade, Agentes de Pastoral Negros); nas Semanas Sociais, Gritos dos Excluídos; noutras Pastorais (Vocacional, Familiar, Dizimo, Educação, Universitária); com a Juventude (diferentes formas de trabalho); na Catequese, Liturgia,  Círculos Bíblicos, como Ministros da Eucaristia e do Batismo; como assessores no processo de formação do laicato; no Movimento de Defesa da Vida; na Campanha da Fraternidade. Participação nas CEBS; em organismos e entidades: nas Cáritas (diversos âmbitos); nos Conselhos de Pastoral (Arqui/Diocesanos e paroquiais), nos Conselhos Diocesanos (Nacional, regional e diocesano); em Casas de apoio aos dependentes químicos; Comissão Brasileira de Justiça e Paz. No âmbito político: Pastoral de Fé e Política e/ou Grupos de Fé e Política e no Movimento Nacional de Fé e Política (10). Membros de Movimentos: Renovação Carismática Católica, Focolares, Equipes Docentes, Equipes de Nossa Senhora, Encontro de Casais com Cristo, Cursilhos, Legião de Maria, Vicentinos, Fraternidade Pequena Via, Associação de Leigos das Franciscanas Missionárias de Maria, Movimento e Evangelização Encontro de Irmãos, Associação dos/as Missionários/as da Fraternidade Cristã (MFraC).

 

5.2 – Participação nos movimentos sociais e em outros espaços da sociedade

Rede de Educação Cidadã; Comitê Fome Zero; Conselhos Paritários (os mais diversos); Movimento de Combate a Corrupção; Movimento de Negros; Direitos Humanos; Associações Comunitárias e de Bairros; Sindicatos (Educação, Funcionários Públicos, Trabalhadores Rurais); Associação Rural;  Orçamento Participativo; Movimento de Mulheres; Cooperativas; Comitê da Lei 9840 e da Ficha Limpa; Fórum Nacional de Mudanças Climáticas, da Criança e Adolescentes e outros; em Conselho Tutelar; Movimento de Combate ao Trabalho Escravo; Semiárido; Moradia; Artesanato; como Assessor Parlamentar; Associação de Pescadores; Acompanhamento do Legislativo e da Gestão Municipal; Economia Solidária; MOFIC; Movimento Negro; ONGs, Redes e entidades de trabalho popular; agricultores familiares.

 

5.3 Participação nas Escolas de Fé e Política:

 

Nas cinco turmas tivemos alunos e alunas envolvidos com Escolas no âmbito da Fé e Política com diferentes nomes de Regionais, Diocesanas, Locais e de Movimentos Eclesiais. Muitos dos que fizeram os cursos hoje são coordenadores, docentes e colaboradores nas respectivas escolas. Registramos as algumas estiveram presentes no decorrer desses anos: Regional: Escola Regional do Nordeste 2 da CNBB e Instituto de Pastoral Regional – IPAR (Belém – PA); Escolas Diocesanas e/ou Paroquiais: Escola Diocesana de Formação Fé e Política de Ji – Paraná – RO; Escola Diocesana de Formação Fé e Política de Guarapuava – PR; Associação de Reflexão e Ação Social - ARAS – Maringá – PR; Escola de Política e Cidadania - EPC São José dos Campos/SP;  Escola de Formação de Fé e Política da Arquidiocese de Montes Claros – MG; Escola de Formação Política de Pouso Alegre – MG; Escola Diocesana de Fé e Política de Divinópolis – MG; Escola de Fé e Política “Mons. Juvenal Arduini” da Arquidiocese de Uberaba – MG; Escola de Fé e Política "Pe. Acácio Valentin" – Diocese de Colatina – ES; Escola de Formação para a Cidadania "Dom Helder Câmara" – Jaguaquara – BA; Escola de Fé e Política Pe. Sabino da Arquidiocese de Natal - RN; Escola Diocesana de Fé e Política Maninha Xucuru Kariri - Palmeira dos Índios – AL; Escola Diocesana de Fé e Política de Guarabira PB; Escola Fé e Política - Diocese de Cajazeiras – PB; Escola de Fé e Política de Recife – PE, Escola Civitas de Formação Social e Política para Jovens – Fortaleza – CE; Escola de Fé e Política Pr. Martin Luther King Jr. - Igreja Batista – Recife – PE.

 

5.4 Participação nos partidos políticos

A presença de cristãos engajados na vida política e em particular na vida partidária é significativa no Curso Nacional, embora não seja foco único desse processo formativo. Dada à natureza do curso, seus objetivos e a missão dos cristãos leigos no mundo da política essa realidade e presença são necessárias e significativas. 

 

Tabela 4  Sexo/Filiados a partidos políticos

Sexo         Partidos

Masculino

F%

Feminino

F%

Total

F%

PSB

 04

4,49

02

 5,1

06

4,72

PP

01

1,12

01

2,5

02

1,57

PHS

05

5,6

03

7,8

08

6,29

PCdoB

01

1,12

1,0

2,5

02

1,57

PV

04

4,49

 -

 -

04

3,14

PDT

05

5,7

01

2,5

06

4,72

PSOL

05

5,7

 -

-

05

3,93

PT

46

52,27

27

69,5

73

61,8

PRB

01

1,12

-

-

01

0,78

PMDB

05

5,7

 -

-

05

3,93

PTB

03

4,2

02

5,1

05

3,93

PSDB

01

1,12

01

2,5

02

1,57

PR

02

2,27

-

-

02

1,57

DEM

01

1,12

-

-

01

0,78

PPS

01

1,12

01

2,5

01

0,78

PSDC

01

1,12

 -

 -

01

0,78

PMN

01

1,12

 -

-

01

0,78

PROS

01

1,12

-

-

01

0,78

PSD

01

1,12

-

-

01

0,78

Total

88

100%

39

100%

127

100%

Fonte: Secretaria do CEFEP

 

 

Na tabela 4 constatamos a presença de membros de 19 partidos políticos.  Na primeira turma estiveram presentes membros de 05 (cinco), na segunda de 06 (seis), na terceira e quarta turmas de 09 (nove) partidos, respectivamente e na quinta turma (10) (dez). Verificamos um total de 127 inscritos com filiação partidária, correspondendo a 51% dos participantes do Curso.  Desses encontramos deputados, prefeito, vice-prefeito e vereadores.  A tabela 4 mostra os inscritos por partido, bem como a distribuição de homens e mulheres. Dos inscritos 88 (oitenta e oito) homens (69,3%) são homens e 39 (trinta e duas) mulheres (30,7%). Nesse universo dos 19 partidos 11 não contam com a presença das mulheres.

 

Publicações do CEFEP:

 

PINHEIRO, José Ernanne (Org.). Cristãos em ação na Política. Aparecida: Editora: Santuário, 2006;

 

___________. Resgatar a dignidade da Política. São Paulo: Paulinas, 2006;

 

___________. e ALVES, Antonio Aparecido. Os cristãos leigos no mundo da política ã luz do Concílio Vaticano II, Petrópolis, Vozes, 2013.

 

LESBAUPIN, Ivo (Org.).  Democracia, Igreja e Cidadania – desafios atuais. São Paulo: Paulinas, 2010.

 

OLIVEIRA, Pedro Ribeiro de (Org.). Quem são os pobres do século XXI. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2011.

 

 

 

CONCLUSÃO

Constatamos, com alegria, que vários dos nossos exalunos e exalunas  estão se engajando como diretores ou professores das escolas locais de Fé e Política; exercem cargos eletivos como prefeito, vice-prefeito ou vereadores; estão nos movimentos sociais, no movimento Fé e Política, nas pastorais sociais da Igreja, na Caritas, nos Conselhos de Leigos...

Consideramos satisfatórios os passos trilhados embora conscientes de que temos ainda longo caminho a percorrer no compromisso com a construção de uma sociedade justa e solidária nos caminhos da democracia.

 

 

CENTRO NACIONAL DE FÉ E POLÍTICA “DOM HELDER CAMARA” (CEFEP)

SGAN Quadra 905 Lote “C”

70790-050

Brasília – DF

Fone/Fax: (61) 3349 46 23

Site: www.cefep.org.br

e-mail: cefep@cefep.org.br

Pietra Soares Silva, das 13 às 18 horas

 

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB)

SES Quadra 801 Conjunto “B”

70.200-014

Brasília – DF

Fone: (61) 2103 8300 – Fax: (61) 2103 8320

e-mail: cefep@cnbb.org.br

Padre José Ernanne Pinheiro (Secretário Executivo)

 



[1] Este artigo inicialmente foi publicado no livro Curso de Verão XXIII Política e comunidades humanas por uma prática popular e transformadora, organizado por Pe. José Oscar Beozzo e Cecília Bernadete Franco, publicado pelo CESEP/Paulus, em 2009.

2 José Ernanne Pinheiro, presbítero da diocese de Limoeiro do Norte-Ce, foi diretor do ITER (Instituto Teológico do Recife), vigário geral de Dom Helder Camara na Arquidiocese de Olinda e Recife, secretário executivo do Centro Cultural Missionário da CNBB em Brasília. É atualmente Secretário Executivo do CEFEP.

 

3 Antônio Geraldo de Aguiar, leigo, casado, pai de três filhas, doutor em educação pela UNICAMP, foi professor e diretor da UNESP de Marília,  presidente do Conselho Diocesano de Pastoral da Diocese de Lins, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Atualmente, é Assessor Nacional da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB.

 

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