CIMI RECEBE PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS NA ALEMANHA
O
Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo vinculado à
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recebeu, no sábado,
14, o prêmio Victor Gollancz, da entidade alemã Associação para Povos
Ameaçados (GfbV). O secretário executivo do Cimi, José Eden Pereira
Magalhães, representou a instituição.
“Este prêmio é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Cimi e pelos missionários que estão nas aldeias defendendo os direitos dos povos indígenas contra o agronegócio, o latifúndio e os mega-projetos do PAC”, disse Eden.
Segundo o secretário, o prêmio reforça o trabalho do Conselho Indigenista e serve de estímulo aos seus agentes. "O clima é de muita violência contra os indígenas. E os povos indígenas têm o Cimi como quem está do seu lado", acrescentou.
“Conhecemos o trabalho do Cimi há
décadas. A documentação meticulosa da situação dos direitos humanos dos
povos indígenas do Brasil, a luta corajosa para esses direitos, e o
engajamento pessoal, muitas vezes com risco para a própria vida, têm
nos impressionado sempre e incentivado para agir também”, disse o
presidente da GfbV, Tilman Zülch, ao entregar o prêmio ao Cimi.
Ele
destacou que o Conselho Indigenista, desde sua fundação, tem tratado os
indígenas como capazes e iguais “defendendo de forma consequente os
mais vulneráveis da sociedade brasileira”.
O prêmio
O
prêmio leva o nome de Victor Gollancz, reconhecido por sua luta em
defesa dos direitos humanos que começou nos anos 1930, contra os
nazistas mesmo antes de Hitler tomar o poder. Fez isso documentando a
violência e as violações por parte dos nazistas, denunciando sua
política de exclusão e extermínio. Publicou, inclusive, um livro de
denúncia com ampla documentação e fotografias.
Desde o ano 2000 foram homenageados com o prêmio: as Mães de Srebrenizca na Bosnia; as Mulheres do Vale de Barzan, no Iraque; o ativista de direitos humanos russo Sergej kowaljow, e doutora Halima Bashir, de Darfur.
Além do Cimi, o prêmio de 2009 foi concedido também à organização de Direitos Humanos Memorial da Rússia.
Fonte: CNBB

