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ESCOLA DE FÉ E POLÍTICA ESTIMULA CONSCIÊNCIA CRÍTICA ATRAVÉS DE MOVIMENTOS

Tatiana Félix *

Desde que inaugurou, em maio deste ano, com a proposta de promover a consciência crítica, à luz da fé, a Escola de Fé e Política "Dom Manuel Pereira" da Diocese de Campina Grande, na Paraíba, tem se engajado cada vez mais em movimentos sociais, visando à conquista de direitos cidadãos.

Nesta semana, a entidade, juntamente com o Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE), lançou a campanha de combate à corrupção eleitoral, intitulada "Voto vendido, povo vencido". Além disso, está preparando atividades para o Grito dos Excluídos e Plebiscito pelo limite de propriedade da Terra.

"As três campanhas se fundem em uma só", explicou um dos membros da coordenação da instituição, Roberto Jefferson Normando. Participaram do lançamento das campanhas, no último dia 18, o bispo diocesano Dom Jaime Vieira Rocha, juízes do TRE, representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), regional Nordeste II e representantes das Pastorais Sociais. O momento foi de debate e diálogo.

Sobre a campanha de combate à corrupção, Roberto disse que a Escola e o Tribunal estão preparando palestras direcionadas à comunidade, com o objetivo de conscientizar sobre a escolha do candidato aos cargos públicos, nas eleições de outubro, e as conseqüências da venda do voto.

"A venda de voto é o mesmo que privatização do voto e da decisão. É importante que as pessoas saibam que para cada voto vendido são menos escolas e hospitais construídos", ressaltou. "Antes de votar, é preciso refletir, analisar projetos e propostas", aconselhou.

Ele informou também que a Escola vai abrir a semana do Grito, fazendo um momento de análise da conjuntura. "A gente já vinha pensando na construção do 6° Grito, que acontece no dia 4 de setembro. Neste ano, a temática engloba a questão dos direitos e participação popular. Em Campina Grande, o Grito acontece sempre em algum bairro da periferia", detalhou.

A idéia é fazer um dia inteiro de atividades, com seminários e debates que abordem, além dos direitos sociais, um outro modelo de desenvolvimento "que não seja excludente como o atual", segundo explicou o coordenador.

Roberto comentou ainda que o engajamento no Plebiscito da Terra se justifica porque "a terra também tem seu papel social". Para ele, o país ainda não conseguiu realizar a "tão sonhada Reforma Agrária" que promova a igualdade social. Segundo ele, a concentração de terra é uma forma de corrupção e gera desigualdade social. "Lutar pela democratização da terra significa exercer os direitos sociais e incluir aqueles que estão excluídos", finalizou.

Escola de Fé e Política

A Escola de Fé e Política "Dom Manuel Pereira" da Diocese de Campina Grande é um espaço de formação visando à construção da consciência crítica, com auxílio do estudo das ciências sociais e filosóficas. A instituição é aberta à participação de todos aqueles que tenham interesse neste debate.

Mais informações: 55.83.3321-4199.


* Jornalista da Adital
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