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MINISTRO VISITA A CNBB E FALA SOBRE O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL

por Pietra Soares última modificação 25/09/2009 13:48

No dia 23 de setembro, durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep), o ministro da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Edson Santos, foi convidado pela Presidência da CNBB para falar sobre o estatuto da igualdade racial, que foi aprovada pelo Congresso Nacional, no início deste mês.

Ministro visita a CNBB e fala sobre o Estatuto da Igualdade Racial

 O ministro explicou que o Estatuto da Igualdade Racial não é um instrumento de divisão, mas de promoção e inserção da população negra. “A política afirmativa é voltada para a população negra, que é composta de pretos e pardos. Por isso digo que a desigualdade é uma consequência histórica de 300 anos de escravidão, e de um processo inacabado de abolição escravagista, que dura até os tempos atuais. Por isso a necessidade de uma lei para reparar essa disparidade histórica”, afirmou o ministro.

Ele falou também aos bispos e assessores sobre os trabalhos da Secretaria Especial, sobretudo o objetivo de diminuir cada vez mais os percentuais de desigualdade racial existentes no Brasil.

O ministro aproveitou para falar sobre a criação da SEPPIR como meio de potencializar as ações em prol dos negros e demais minorias, e também na consolidação da promoção da igualdade racial como política pública de Estado. O ministro Edson ressaltou a importância da Igreja no processo de inclusão das matrizes negras na cultura do Brasil. “A Igreja Católica é a principal parceira das religiões de matriz africana, por exemplo, o candomblé, na defesa da preservação da manifestação religiosa afro-descendente”.

De acordo com o ministro Edson Santos, as ações de combate ao racismo e inclusão das minorias são meios importantes para a consolidação da democracia e superação da exclusão social. “Há uma mudança de posição, lenta, mas segura, na sociedade em relação à questão racial. Esta temática não pode ser objeto de disputa na sociedade, pelo contrário, deve ser instrumento de integração da sociedade brasileira. As políticas afirmativas, como as quotas, são emergenciais e temporárias, e a alternativa é a educação, por isso ela é a nossa principal de política de inclusão”.

Ao final do encontro, o ministro agradeceu o apoio dado pela CNBB ao trabalho da Secretaria Especial e a população negra do Brasil.

Fonte: CNBB

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