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PAPA PEDE RESPONSABILIDADE AOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL

por Pietra Soares última modificação 15/12/2009 14:50

O papa Bento XVI pediu que os países industrializados reconheçam sua responsabilidade histórica na mudança climática, em uma mensagem divulgada hoje,15, pelo Vaticano.

"É importante reconhecer, entre as causas da atual crise ecológica, a responsabilidade histórica dos países industrializados", afirmou Bento XVI em uma mensagem que será lida por ocasião do Dia Mundial de Paz, no próximo 1º de janeiro e que o Vaticano antecipou para a imprensa.

"Os países menos desenvolvidos e, em particular, os emergentes, não estão isentos da responsabilidade ante a Criação, porque todos têm o dever de adotar progressivamente medidas e políticas de meio ambiente eficazes".

"Como permanecer indiferentes ante problemas que derivam de fenômenos como as mudanças climáticas, a desertificação, a degradação e a perda da biodiversidade, o aumento do desmatamento das zonas equatoriais e tropicais?", questiona o Sumo Pontífice.

O Papa prega "uma revisão profunda e visionária do modelo de desenvolvimento e uma solidariedade intergeracional" para enfrentar esses problemas.

O papa Bento XVI disse ainda que a humanidade não pode continuar indiferente à mudança climática e que é necessário que os países ricos diminuam o consumo de energia e que promovam as com menos impacto ambiental, e que haja uma mudança no modelo de desenvolvimento global.

Em sua mensagem, o papa afirma que "embora seja certo que devido à crueldade do homem contra o homem, há muitas ameaças para a paz e o desenvolvimento humano, como guerras, atentados terroristas e violações dos direitos humanos, não são menos preocupantes os perigos causados pela distração e pelo abuso da terra e dos bens naturais que Deus nos deu".

Por isso, afirmou que é "indispensável" que a humanidade renove e reforce a "aliança entre o ser humano e o meio ambiente".

"Como permanecer indiferentes diante dos problemas derivados da mudança climática, da desertificação, da deterioração e da perda de produtividade de amplas zonas agrícolas, da poluição dos rios, da perda da biodiversidade, do aumento de fenômenos naturais extremos, do desmatamento de áreas equatoriais e tropicais?", se perguntou o pontífice.

Bento XVI também se referiu às pessoas que têm que abandonar os lugares onde vivem os "foragidos ambientais", por causa de sua deterioração, e disse que o homem tem que buscar uma solução.

Além disso, afirmou que a humanidade necessita "uma profunda renovação cultural, redescobrir os valores que constituem as bases para construir um mundo melhor", já que as crises que o mundo está atravessando atualmente sejam de caráter econômico, alimentício, ambiental e social "são crise morais, relacionadas entre si".

O papa disse ainda que é necessário superar a lógica do mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e que "satisfaçam as necessidades primárias de todos".

"A crise ecológica é uma oportunidade histórica para mudar o modelo de desenvolvimento global seguindo uma direção mais respeitosa com a criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade", afirmou.

Fonte: CNBB

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