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PP, PMDB, PT e PSDB são os partidos com mais parlamentares sob suspeita

por Pietra Soares última modificação 24/07/2017 08:51

Direita e esquerda costumam se acusar mutuamente sobre quem tem mais contas a prestar em relação ao recurso a atos ilícitos para conquistar ou manter poder. Mas os dados referentes às acusações criminais contra parlamentares federais, em análise no Supremo Tribunal Federal, sugerem que a associação de políticos com práticas criminosas é um fenômeno que vai além de ideologias.

A reportagem é de Isabella Macedo, publicada por Congresso em Foco, 21-07-2017.

De acordo com levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco, dos cinco partidos com maior número de congressistas sob suspeita, dois são de direita (PP, com 35 parlamentares, e PR, com 19), um é de esquerda (PT, com 32) e dois são de centro: PMDB (também com 32) e PSDB (26). Em ordem decrescente, portanto, a sopa de letrinhas fica assim: PP em primeiro lugar; PMDB e PT logo atrás, praticamente empatados; PSDB em seguida; e na quinta posição, mais distante dos demais, o PR.
A atualização da situação criminal dos parlamentares é um dos principais assuntos da nova edição da Revista Congresso em Foco. Parte do material foi publicado na terça-feira (18), mostrando que é recorde o número de senadores que respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo. Para acessar o conteúdo completo da revista, clique aqui.

Partidos com mais parlamentares acusados criminalmente (em números absolutos) *


* Estão incluídos entre os acusados os seguintes parlamentares licenciados para exercer cargos no Executivo: senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Blairo Maggi (PP-MT); e deputados Antonio Bahlmann (PDT-CE), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Bruno Araújo (PSDB-PE), Fernando Torres (PSD-BA), Giovani Feltes (PMDB-RS), Maurício Quintella Lessa (PR-AL), Rodrigo Garcia (DEM-SP), Rossoni (PSDB-PR) e Sandes Júnior (PP-GO)


Somados, os cinco partidos acima citados reúnem 144 parlamentares com pendências criminais no STF, em relação que inclui deputados e senadores licenciados de seus mandatos. Em outras palavras: PP, PMDB, PT, PSDB e PR concentram mais de 60% dos 238 parlamentares sob suspeita.

Considerados apenas os partidos médios e grandes, o PP também é o campeão em rolos judiciais em termos proporcionais: 65% dos seus representantes no Parlamento nacional respondem a acusações na suprema corte.

Segundo colocado em número de parlamentares investigados, o PMDB cai para o décimo lugar pelo critério proporcional, pelo fato de possuir a maior bancada de congressistas, com 62 deputados e 22 senadores. Menos de 40% deles são alvo de investigações ou ações penais em andamento no STF.

O inverso ocorre com o PDT, que tem apenas 21 representantes no Congresso. O partido tem dez parlamentares com pendências criminais, o que o deixa na nona colocação entre os partidos com mais deputados e senadores na mira do Supremo. Mas, em termos percentuais, aparece entre as agremiações mais encrencadas.

Excluídos os partidos nanicos, o ranking das bancadas mais enroladas fica assim: PP (65%), PT e PDT empatados (48%), PSDB (46%) e DEM (45%).

100% suspeitos

Há duas agremiações anãs com 100% de suas bancadas sob suspeita. A primeira delas é o PSL, ao qual pertencem os deputados Alfredo Kaefer (PR) e Dâmina Pereira (MG). O paranaense responde a seis inquéritos e uma ação penal e a representante de Minas Gerais responde a um inquérito e uma ação penal.

A outra é o PTC, cujo único representante no Congresso é o senador Fernando Collor (AL). Afastado em 1992 da Presidência da República em razão de um processo de impeachment, o parlamentar alagoano é investigado em cinco inquéritos.

Já o PTdoB, com quatro parlamentares, tem dois investigados no Supremo: Cabo Daciolo (RJ), que responde a uma ação penal; e Luis Tibé (MG), alvo de três inquéritos.

FONTE IHU

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