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Sétima Turma de Fé e Política do CEFEP

por Pietra Soares última modificação 26/01/2018 12:11

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 “A política é demasiado suja, mas é suja porque os cristãos não se meteram nela com o espírito evangélico”. (Papa Francisco)

 Está chegando ao final, nas dependências do Centro Cultural Missionário, em Brasília, a primeira etapa presencial do sétimo curso de Fé e Política, oferecido pelo Centro Nacional de Fé e Política “Dom Hélder Câmara”- CEFEP – uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB. O curso tem a duração de dois anos, organizado em duas etapas presenciais de quinze dias cada. Os alunos também estudam matérias à distância, que faz parte da grade curricular, em parceria com a PUC-RIO.

A sétima turma (2018-2019) conta com mais de 40 alunos provenientes de 16 estados brasileiros e 23 Dioceses. Os cursistas são, na sua maioria, participantes de escolas de fé e política locais, militantes de partidos políticos e de movimentos sociais. A turma também conta com a participação de dois membros da Igreja Batista, um Sacerdote Católico e três Frades Franciscanos Menores estudantes.

O CEFEP oferece para a Igreja do Brasil e para a sociedade uma sólida formação política à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja. Tem a intenção de formar lideranças políticas e sociais que atuem nas bases democráticas, interpelados pela justiça e verdade.

Os alunos iniciaram as aulas com a disciplina de Fé e Política na Bíblia. A partir da Palavra de Deus, da história do povo de Israel, dos ensinamentos de Jesus Cristo e da vida das comunidades primitivas, os alunos são orientados a se posicionarem como pessoas de fé frente aos desafios da política.

Há uma constatação de que o sistema político está muito ferido e desacreditado, para uma grande parte da sociedade. Em contraponto, o CEFEP, além de formar seus alunos, fomenta a esperança para fazer da política instrumento de transformação e de promoção humana.

Nesse sentido, o Papa Francisco vem incentivando os cristãos a se colocarem dentro da política, “envolver-se na política é uma obrigação para um cristão” e que os mesmos não podem “fazer como Pilatos, lavar as mãos: devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum”, atesta o papa.

Assim, diante da utopia da implantação do Reino de Justiça, Igualdade e Fraternidade, impulsionados pelo vigor profético do Papa Francisco, os cursistas são enviados para serem promotores e defensores da democracia e da paz.

 

Texto de Eduardo Augusto Schiehl, com contribuições de Padre Ernanne Pinheiro e Pietra Soares

Foto: Dado Galvão

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